Era Digital ou Pós-Digital, em que mundo estamos vivendo?

Profissionais de marketing da era digital têm despendido todos seus esforços para projetar sites ousados, disputar espaços publicitários, pressionar o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias, gerar conteúdos, sem se preocupar com o porquê e a necessidade das ações, ou seja, nenhum ativo vem sendo criado.

Eles estão atuando na Internet sem responder perguntas básicas como:

O que estamos tentando realizar?

Isso pode ser mensurado?

Quanto custa levar um consumidor uma vez ao nosso site?

Quanto custa fazer esse consumidor retornar?

Como podemos avaliar o resultado?

Eles esquecem que a melhor forma de realizar marketing na era digital é pedindo licença. É gerar estímulos para os consumidores aumentarem gradualmente a permissão concedida às empresas.

É um erro tratar a Internet como um meio de difusão, que veicula comerciais e conquista espectadores, com base na crença de que desta forma é possível alcançar a consagração efetiva da construção de uma marca e geração de vendas.

Marketing na Era Digital

A Internet é o maior veículo de marketing direto jamais inventado.

  • Nela a velocidade da avaliação é cem vezes maior, os índices de resposta são quinze vezes mais altos, a freqüência é livre, é possível implementar conhecimentos de marketing através de texto e a impressão é grátis.
  • Nela dados são transferidos em questão de segundos, o consumidor consegue acessar várias fontes ao mesmo tempo, a atualização das informações pode ser realizada rapidamente. Criam-se mensagens interativas, lojas virtuais, notícias, grupos de discussão, esclarecimento de dúvidas online.
  • Nela as empresas podem estabelecer uma relação direta com consumidores ou fornecedores, disponibilizar informações, concluir transações e gerar de forma colaborativa novos conceitos de negócio.

Podemos continuar apontando uma série de novas capacidades desenvolvidas pelo consumidor, como o aumento substancial no poder de compra, maior variedade de bens e serviços disponíveis, grande quantidade de informações accessíveis, sejam elas notícias, conceitos ou mesmo opiniões de indivíduos que compartilham de mesmos interesses. Sem sair de casa as pessoas podem fazer comparações de preços, dizer o quanto aceitam pagar por um produto e participar de compras integradas obtendo bons percentuais de descontos.

Esta nova realidade é a responsável por transformações na economia, nos mercados, nos valores e no comportamento do consumidor. O impacto pode ser ainda maior na maneira como se vê o mundo e as pessoas dentro dele, possibilitando muitas quebras de paradigmas, e as variedades de produtos, serviços e negócios que ainda estão por vir são infinitas.

O Fenômeno dos Nichos

Como exemplo de quebra de paradigmas temos o fenômeno da Cauda Longa. A internet originou um novo universo em que a receita total de diversos produtos de nicho – que têm baixo volume de vendas – é igual à receita total de poucos produtos que vendem muito.

Algumas diretrizes do mercado Cauda Longa:

1. Disponibilize tudo, ajude o cliente a encontrá-lo e mova-se com rapidez.

2. Reduza seus custos, movimente os estoques e deixe seus clientes fazerem o trabalho.

3. Desenvolva a mentalidade de nicho: um mesmo método de distribuição não é adequado em todas as situações, alguns clientes preferem ir às lojas, outros comprar online. Um mesmo produto não atende a todas as necessidades, tenha um tamanho para cada um, muitos tamanhos para muitos. Um mesmo preço não serve a todos, pode-se cobrar mais pelos itens mais populares e menos pelos menos populares.

4. Perca o controle: compartilhe informações – pense “e”, não “ou”. Ao fazer seu trabalho, confie no mercado e compreenda o poder da gratuidade na era digital.

Durante o século passado, a propaganda funcionou sem grandes variações: requeria intenso esforço de vendas, sucessivos telefonemas e visitas, e muito dinheiro, focando-se apenas na cabeça da curva da propaganda.

O Google chegou e transferiu aos softwares grande parte dos custos de compra/venda da propaganda. Baseando-se na pesquisa por palavras-chave, descobriu que cada um dos milhões de termos existentes é uma oportunidade em potencial; vendendo os anúncios pela internet, num processo de leilão automático; e tomando simples sua inclusão em qualquer página da internet com apenas algumas linhas de código.

Conclusão

As transformações que os consumidores e as empresas enfrentaram ao longo dos anos, em conjunto com a evolução das tecnologias, provocaram alterações fundamentais na forma de ser fazer Marketing.

Exigiram o surgimento de um novo foco para os esforços de marketing, de um novo paradigma, onde o marketing tradicional foi repensado e reconstruído.

Agora, o Novo Marketing é baseado em ganhar o interesse das pessoas, ao invés de comprá-lo. E o melhor termo para representar tudo isso é revolução do conhecimento, porque o que possibilitou tamanha transformação não foram os computadores e chips, e sim a aplicação do conhecimento, as análises sistemáticas e lógicas, a ciência cognitiva.

E tudo isso se encontra dentro da mente das pessoas.

 

 

 

 

 

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